terça-feira, 8 de novembro de 2011

A doença de Lula e o serviço público | Carta Capital



Excelente artigo de Pedro Estevam Serrano, que nos leva a refletir em que monstros nos estamos transformando.
Eu continuo impressionada com os papagaios-de-pirata, mas preocupa-me o que vejo: essa situaçao começa a deixar de ser uma brincadeira de mau gosto e passa a ser um grave problema social.
As oligarquias continuam manipulando a massa, que continua cega em seu cabresto sem dar-se conta do grande buraco que está à sua frente.
Lula nao é Deus, e também nao fez um governo perfeito, mas devemos reconhecer que nunca antes esse país teve tanta projeçao (positiva) nacional e internacional como hoje.
Lula diminuiu a desigualdade social, e isso é o que incomoda, porque o Mauricinho gosta muito da sua empregada, desde que ela nao deixe de ser o que é: sua empregada.
O Mauricinho se incomoda quando comenta sua empregada que agora seu filho também está na universidade, nao aceita dividir o mesmo "status".
A sociedade brasileira caminha para uma hipocrisia sem fim.
Creio que já passou da hora de rever nossos conceitos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CAFÉ

CAFÉ


Desencarno arábias

de uma xícara morna

de café.

E um fio negro

me assedia a boca.

(Através da janela

o galho de pitanga

ostenta seu adorno

encarnado).

Viajo

pelo negror do pó:

Dar-El-Salam,

Bombaim,

Áden

(sem Nizan, sem Rimbaud):

as colinas ocres,

a poeira dos dias.

De onde vem o grão

dessa saudade?

Desentranho arábias

dessa xícara fria.

Enquanto aguardo o dia

que não chega.

Desacordo e sorvo

a sombra morna

do que sou

na borra

do café.


(NOROES, Everardo. Retábulo de Jerônimo Bosch)

domingo, 21 de agosto de 2011

Tempo para tudo


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
(...) Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
(...) Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?"

(Eclesiastes capítulo 3. Bíblia Sagrada)

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